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PT diz que não vai discutir mensalão na CPI do Cachoeira
Folha de S.Paulo
Brasília - O líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), participou ontem pela primeira vez de uma reunião do PT para definição de estratégia na CPI do caso Cachoeira e recomendou que o partido não "caia na armadilha" de discutir o mensalão.
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), depõe à comissão hoje e diz ser vítima de tentativa de revanchismo. Petistas veem no tucano um dos responsáveis por aumentar a pressão contra o ex-presidente Lula na época do mensalão.
"Se eu estivesse na CPI, me orientaria pelo inquérito", disse Chinaglia, referindo-se às investigações contra Perillo, por suas relações com Cachoeira.
"Que eu saiba, ele está sendo investigado pela Polícia Federal, o Lula não está. Não foi o Lula quem o acusou", completou o líder do PT na Câmara.
A oposição acusa o PT de usar a CPI para desviar o foco do julgamento do mensalão, a partir de 1º de agosto.
Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo" ontem, Perillo disse que Lula, incentivador inicial da comissão, deve atuar como estadista e não interferir na CPI tentando prejudicá-lo.
"Esse discurso não dura meia hora na CPI', afirmou o vice-presidente da CPI Paulo Teixeira (PT-SP), afirmando que Perillo deverá enfrentar uma "pedreira" na comissão.
Denúncias
A assessoria do relator da comissão parlamentar de inquérito, Odair Cunha (PT-MG), produziu material para ser usado governador tucano, dividido em cinco suspeitas: enriquecimento ilícito, caixa dois de campanha, nomeações para o governo de Goiás de indicados por Cachoeira, venda de uma casa para Cachoeira e licitações supostamente dirigidas.
Um dos principais focos durante o depoimento será questionar a suspeita da venda por Perillo de uma casa para Cachoeira.
O governador nega ter negociado com o empresário, que acabou sendo preso no imóvel pela Polícia Federal em 29 de fevereiro.
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