Brasil
08/07/2017

Palocci diz que Mantega fez central de venda para bancos

Folha de S.Paulo

Nas negociações para fechar um acordo de colaboração premiada, o ex-ministro Antonio Palocci sustenta que seu sucessor na Fazenda, Guido Mantega, montou uma espécie de central de venda de informações para o setor financeiro durante os governos petistas.

A sede seria o prédio do Ministério da Fazenda em São Paulo, na avenida Paulista, onde Mantega costumava despachar às sextas.

Palocci implica o sucessor em um suposto esquema de repasse de informações privilegiadas.

De acordo com ele, Mantega antecipava dados a respeito de juros e edição de medidas provisórias, por exemplo, que eram de interesse de bancos, em troca de apoio ao PT.

Resposta

A defesa de Guido Mantega afirma que "causa estranheza" a informação de que Antonio Palocci pretende envolvê-lo em um suposto esquema com os bancos em sua delação.

"Qualquer caixa de agência bancária do país sabe que quem representava os interesses do mercado financeiro era o próprio Palocci", diz o advogado Fábio Tofic Simantob.

"Mantega, pelo contrário, assumiu sempre posições que desagradavam os bancos, a ponto de ser demonizado. Não houve pessoa mais execrada pelo mercado do que Mantega. A informação, por isso, não faz nenhum sentido", segue ele.

O advogado faz referência a divergências entre o ex-ministro e os bancos no período em que ele comandou a economia do país, de março de 2006 a janeiro de 2015.

Ele relata, por exemplo, que na era Dilma/Mantega o governo pressionou bancos privados a baixarem os spreads, diferença entre as taxas que eles pagam quando captam dinheiro e as que cobram quando emprestam.

Em 2012, fez redução agressiva nos juros do Banco do Brasil.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora, nas bancas neste sábado, 8 de julho, nas bancas

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