Mundo
17/08/2012

Equador concede asilo para o fundador do WikiLeaks

Folha de S.Paulo

Londres - O governo do Equador concedeu ontem asilo diplomático ao australiano Julian Assange, 41 anos, fundador do site WikiLeaks, que estava refugiado na embaixada do país em Londres desde 19 de junho.

Para as autoridades equatorianas, Assange pode ser vítima de uma perseguição política por seu trabalho como ativista da "liberdade de expressão".

O site WikiLeaks ganhou fama, em 2010, ao divulgar documentos e vídeos confidenciais do governo dos Estados Unidos.

A decisão, anunciada em Quito pelo ministro das Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, criou novo problema no já complexo caso de Assange, e gerou tensão nas relações diplomáticas com o Reino Unido.

Anteontem, quando havia sinais de que a decisão equatoriana sobre o caso seria divulgada, o governo britânico acenou com a hipótese de invadir o prédio e prender Assange.

A ação violaria a imunidade diplomática da embaixada, garantida pela Convenção de Viena.

Porém, o Reino Unido invoca lei nacional de 1987 que autorizaria a medida, desde que informada com antecedência.

O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, declarou que o país não emitirá um salvo-conduto para que Assange se desloque da embaixada ao aeroporto, como preveem as regras do asilo diplomático.

Hague disse que não há base para autorizar a saída de Assange e descartou a hipótese de que sua extradição para a Suécia, onde é acusado de estupro, esteja ligado ao vazamento de papéis.

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