Rogério Ceni acaba com jejum e vê perseguição do juiz
Marcelo Cazavia
do Agora
Rogério Ceni foi o principal personagem da vitória são-paulina na Vila. O goleiro-artilheiro foi do ápice --ao marcar o quarto gol do Tricolor e acabar com um jejum que já durava um ano-- ao fundo do poço --ao ser expulso de campo e, além de deixar a equipe com dez homens, ser excluído do confronto direto pelo título com o Internacional, na próxima quarta-feira.
Ceni anotou o gol de falta aos 24min do segundo tempo, dois minutos depois de Robson ter empatado a partida. A última vez que o capitão tricolor tinha balançado as redes havia sido em 19 de outubro de 2008, no empate por 2 a 2 com o Palmeiras, quando marcou um de pênalti.
Com o gol de ontem, o camisa 1 evitou terminar sua primeira temporada sem pôr a bola na rede desde que virou um dos cobradores de faltas e pênaltis da equipe, em 1997. Este ano, porém, ainda é o de pior aproveitamento do jogador, que marcou duas vezes tanto em 1998 quanto em 2001. A melhor temporada foi a de 2005, quando anotou 21 vezes. Ao todo, já são 84 gols com a camisa são-paulina.
A tarde só não foi perfeita para Ceni porque, aos 32min do segundo tempo, ele deixou a área para dividir uma bola com o atacante Jean, fez falta e foi expulso de campo pelo árbitro Carlos Eugênio Simon.
Após ficar alguns minutos no chão reclamando de dor, o goleiro se levantou, caminhou até a pequena área e, quando virou de frente, recebeu o cartão vermelho. Ele sorriu ironicamente e deixou o gramado indignado com o gaúcho.
"Só quero pedir para que esse cidadão nunca mais apite jogos do São Paulo. Ele me persegue. Não sei por que, mas ele me persegue sempre. Fazer o quê? Trombada acontece toda hora. Não acho justo esse cara apitar meu jogo", esbravejou o capitão.
Os atritos entre Rogério Ceni e Carlos Eugênio Simon começaram em 2001. No dia 25 de novembro, em um jogo contra o Vasco, em São Januário, o são-paulino foi expulso pelo árbitro gaúcho quando o placar estava 1 a 0 para os cariocas. Alencar, então goleiro reserva, entrou na partida, e o resultado final foi de 7 a 1 para os donos da casa.
No duelo dos goleiros ontem, segundo os números do Datafolha, Rogério Ceni teve mais trabalho do que Felipe. O são-paulino fez três defesas e três intervenções contra duas defesas e duas intervenções do colega santista. Nos desarmes, foram 12 de Rogério, dois a mais do que Felipe.
Coletivamente, o Santos trocou mais passes, acertou mais, chutou mais a gol, mas isso não foi suficiente para evitar a virada tricolor. Em faltas e desarmes, os rivais se equivaleram.
Índice
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