Petkovic exterminador de paulistas
Fernando Galuppo
do Agora
Talento não tem idade. Aos 37 anos, o sérvio Petkovic reforçou esse conceito ao aniquilar o frágil sistema defensivo do Palmeiras e garantir a vitória do time carioca por 2 a 0 sobre o alviverde, ontem, no estádio Palestra Itália.
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Com muita técnica e um futebol eficiente, o meia flamenguista está se tornando o carrasco dos clubes paulistas neste Brasileirão. Na semana passada, ele foi o maestro da vitória rubro-negra sobre o São Paulo, no Maracanã. Desta vez, a vítima foi o Palmeiras. O triunfo colocou o Flamengo de vez na briga pelo título nacional.
"No Rio de Janeiro, sou ídolo de três grandes torcidas [Flamengo, Vasco da Gama e Fluminense]. Nunca tive oportunidade de mostrar meu futebol aqui em São Paulo. Tive uma passagem pelo Santos, mas fiquei pouco tempo. Não deu para mostrar meu futebol", falou Petkovic.
A atuação do herói dos cariocas foi perfeita, mais uma vez. Em seu primeiro gol, o meia do Fla colocou para dançar o volante improvisado na lateral direita Wendel, deu um corte seco em Edmílson, tabelou com o companheiro, não tomou conhecimento do zagueiro Danilo e colocou no ângulo esquerdo do goleiro Marcos. Uma pintura de jogada que abriu o caminho da vitória flamenguista.
Não satisfeito, ele queria mais. Com um adversário pouco inspirado e perdido em campo, Petkovic deitou e rolou.
Em cobrança de escanteio, o meia contou com a colaboração de Wendel, que viu a bola passar por entre as suas pernas, deixando o goleiro Marcos vendido no lance e marcando mais um golaço olímpico.
"Gol olímpico eu sei fazer. Fiz uns sete ou oito gols assim na minha carreira. Este eu dedico à cidade do Rio de Janeiro, que será sede da Olimpíada em 2016", falou o camisa 43.
Apesar de ter sido o destaque individual da equipe rubro-negra, ele se mantém humilde. "Fica fácil jogar com esse grupo. Todo mundo se ajuda. Isso facilita e temos tranquilidade para jogar lá na frente", afirmou.
Feliz da vida ao deixar o campo, seu sorriso lembrava o de uma criança. Pet fez renascer no coração rubro-negro a esperança de um caminho glorioso.
Índice
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