Em fúria, São Marcos aponta os vilões do gol olímpico
Luís André Rosa
do Agora
O camisa 12 sempre disse que não gosta de ser chamado de santo. E ele deixou claro isso em suas declarações após a partida, quando deixou de lado a política de boa vizinhança com os companheiros e atirou para todos os lados.
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"A gente treina bastante marcação, posicionamento, chutes a gol, mas não tem como treinar personalidade. Está faltando a gente se impor mais e mostrar por que estamos na liderança, como vinha acontecendo nos últimos jogos", disse Marcos, que chegou a dizer após a vitória sobre o Santos que "dava prazer ver o Palmeiras jogar."
Só que, nas últimos três partidas, o goleiro sofreu sete gols. E o que o tem mais irritado são as jogadas de bola parada. Ontem, o capitão tomou um gol olímpico de Petkovic, que já havia feito um nele dessa forma, em 1998, quando atuava pelo Vitória, na Fonte Nova, em Salvador.
Irritado, Marcos apontou quem foram os culpados pela falha e citou nominalmente o atacante Robert e o lateral-direito Wendel como responsáveis a evitar que a bola passasse do primeiro pau.
"Preocupa demais as falhas que estamos tendo nos últimos jogos, e estou ficando desanimado. A gente treina e o Robert e o Wendel furam, aí estoura em mim. Amanhã [hoje] vão dizer que o Marcos errou, mas pergunta para o Robert e o Wendel o que eles deveriam ter feito. Acho que os caras pensam que tem um santo [no gol], um santo Antônio, um são Marcos..."
Na saída do vestiário, Robert respondeu e pediu tranquilidade neste momento em que o Palmeiras está jogando mal, mas acabou colocando mais fogo na polêmica.
"Eu e o Wendel somos responsáveis pelo primeiro pau. Treinamos a semana inteira. Mas também tomamos o primeiro gol em um momento em que estávamos melhores. Falhamos naquele momento e ninguém fala nada, mas não adianta ficar falando de algo que já aconteceu. O momento é de calma e precisamos lembrar que estamos em primeiro lugar. Nós vamos trabalhar para voltar a vencer", comentou o camisa 20.
No meio do tiroteio dos jogadores, o técnico Muricy Ramalho preferiu usar o discurso político e vai deixar a bronca para a reunião de amanhã na Academia. "Aqui vivemos em uma democracia e todo mundo tem o direito de falar. Eu não vou ficar aqui apontado o que eu acho. Eu tenho que falar para os meus jogadores", destacou o comandante palmeirense.
Índice
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Azulão bate o Mirassol fora de casa
Muricy vê um bom padrão, mas sabe que falta muito
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