Verdão vence Raposa e dispara
Luís André Rosa
do Agora
Os concorrentes Inter e São Paulo vacilaram, e o Palmeiras não deixou passar. Com a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, a equipe paulista subiu para 47 pontos e virou líder isolado deste Brasileirão.
Em segundo, o Tricolor acumula 44, contra 43 do Colorado, o terceiro colocado.
Em sete dias de treinos para encarar o Cruzeiro, o item que o técnico Muricy Ramalho mais insistiu foi para que os seus jogadores entendessem a importância de acertar os passes e não terem pressa para levar a bola ao ataque.
Mas treino é uma coisa e jogo é outra bem diferente. A equipe, que desde os 9min do segundo tempo jogou com um a menos, terminou, segundo números do Datafolha, com 65,6% de aproveitamento nos passes.
Com problemas para ficar com a bola, o Palmeiras ainda encarou um Cruzeiro em alta velocidade com a bola nos pés, abrindo o jogo pelas laterais e tendo buracos para penetrar na defesa adversária.
Virou, então, um duelo de ataque contra defesa, e a Raposa aproveitou um erro de posicionamento do zagueiro Marcão e abriu o placar.
Logo em seguida, o atacante Vagner Love arrancou e sofreu uma falta na entrada da área. Diego Souza cobrou com efeito, o goleiro Fábio tentou adivinhar a direção da bola e levou o gol de empate.
O segundo tento não saiu na sequência por causa do árbitro Evandro Rogério Roman. Temido pelos palmeirenses por ter prejudicado o time na partida contra o Goiás, quando deu um pênalti inexistente de Wendel em cima de Júlio César, o juiz acabou "compensando" e não assinalou a penalidade claríssima no carrinho de Jumar em Fabrício.
O roteiro da partida continuou o mesmo, com os donos da casa em cima e os paulistas à espera de um contragolpe para tentar matar o jogo.
Como esperado, foi um sufoco para os palmeirenses, que sofreram com os arremates de longa distância.
Mas o tão aguardado contra-ataque surgiu no início do segundo tempo. Na bola enfiada de Cleiton Xavier, Vagner Love saiu livre até a área da Raposa, passou por Fábio e empurrou para o gol vazio.
Mas a vida dos verdes virou um inferno azul com a expulsão do lateral-esquerdo colombiano Armero.
Com um homem a menos, o Verdão abdicou de atacar e montou uma muralha na frente da área de Marcos. O Cruzeiro martelou, jogou com paciência, mas esbarrou nos erros de arremates e na precisão de Marcos, como na defesa em um chute de Kléber, em que ainda contou com a ajuda da trave.
Índice
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