Peixe fica no zero com o Botafogo
Luís André Rosa
do Agora
O 0 a 0 foi péssimo para as duas equipes. O Santos caiu do nono para o 12º lugar, com 36 pontos. Com o 13º empate no Brasileiro --o maior número entre os concorrentes--, o Botafogo, 25 pontos, segue na 18ª colocação, na zona da degola.
Problemas na rede elétrica, perto do estádio da Vila Belmiro, atrasaram a partida em mais de dez minutos. Os dois times tiveram que ficar no gramado à espera do início do jogo sob uma garoa.
O tempo de espera funcionou como um banho de água fria em duas equipes que começaram o confronto em ritmo lento, com erros bizarros e pouca inspiração para levar a bola ao ataque e provocar sufoco nas duas defesas.
Dono da casa, o Peixe procurou usar as duas laterais para abrir espaços e confundir a marcação adversária.
O time até que conseguiu ser superior nos primeiros minutos e levou perigo em lançamentos para a área, mas o atacante Kléber Pereira, em dois lances, preferiu ajeitar para um companheiro a tentar o cabeceio no gol defendido por Jefferson.
Com vantagem nas bolas alçadas, o Santos pecou por achar que esse era o principal recurso para abrir o marcador. Bem posicionado, os botafoguenses controlaram a tática aérea e acabaram com a única jogada que levava perigo.
Marcando melhor, o time carioca começou a chegar à área santista e saiu prejudicado logo no primeiro lance. Em uma disputa na grande área, Fabão quase tirou a camisa do atacante André Lima, mas o juiz Leonardo Gaciba ignorou a penalidade máxima.
Fabão estava mesmo em uma noite de forte emoções. Em uma bola tranquila para dominar, o camisa 2 levou um baita tombo e deixou a defesa escancarada. No contragolpe, o alvinegro carioca só não marcou porque o ala-esquerdo Gabriel foi fominha e chutou ao gol quando poderia ter passado para André Lima.
De tanto insistir nos chuveirinhos, os santistas criaram mais duas jogadas de perigo. Na primeira, Robson obrigou o goleiro Jefferson a fazer uma grande defesa. Depois, Fabão mostrou faro de atacante, deu uma cabeçada perigosa e quase marcou.
O último lance de pastelão foi do lado dos santistas. Em um chute sem muito perigo de André Lima, o goleiro Felipe tentou encaixar a bola molhada, soltou-a e, por muito pouco, o lance não termina em um frango.
Na etapa final, Wanderley Luxemburgo, resolveu dar mais velocidade à equipe. Sacou o volante Germano e apostou no baixinho Madson.
Com um homem de mais qualidade para levar a bola para o ataque, o Santos deixou de lado os cruzamentos e apostou no jogo terrestre, mas esbarrou em um Botafogo mais concentrado na marcação e sem deixar espaços.
Apesar do domínio, o Peixe só teve uma jogada de perigo. Logo no início, o zagueiro Fabão bateu uma falta com seu chute potente, Jefferson desviou, e a bola explodiu no travessão.
Índice
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