Timão e Bota empatam em jogo cheio de erros
Luís Augusto Símon
do Agora
Os erros do árbitro, da sua zaga e de seu goleiro, além da boa partida feita pelo Botafogo, impediram que o Corinthians chegasse ontem ao G-4 do Campeonato Brasileiro. Se tivesse conseguido a terceira vitória seguida, após derrotar Atlético-MG e Inter, o time teria chegado a 34 pontos e superado o Avaí, atual quarto colocado, com 34 pontos.
A animação da torcida corintiana era muito grande. Afinal, o time, depois de haver ganho apenas um ponto em cinco partidas, vinha de duas vitórias e iria enfrentar o Botafogo. O adversário ideal para nova vitória, pois o time carioca está mais preocupado em fugir da zona do rebaixamento do que se classificar entre os quatro primeiros.
| Marcelo Justo/Folha Imagem |
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| Árbitro foi contestado pelas duas equipes no Pacaembu |
Mesmo com muitas limitações, o time de Estevam Soares não entrou em campo com medo ou complexado. Teve cuidados, sim, na defesa, mas também foi agressivo. Jogou de igual para igual. E tinha de ser assim mesmo. Um ponto é pouco para quem está na zona de desespero.
Com os dois times querendo vencer, o jogo foi disputado em alta velocidade.
O Corinthians tinha mais jogadas laterais, com Dentinho, principalmente. Ele sempre recebeu o apoio de Marcinho e a dupla foi motivo de preocupação para o Botafogo.
O time carioca também tentava pelos lados, mas a preocupação principal era fazer a bola chegar até André Lima, seu centroavante, sempre fixo na área. Incapaz de dar um passe, de fazer uma tabela, mas que preocupou os zagueiros corintianos.
Jogo de velocidade é sinal de contra-ataques. Para os dois lados. E em um deles, já no final do primeiro tempo, o zagueiro Léo Silva se atrapalhou todo e fez um pênalti tão ridículo quanto desnecessário em Dentinho. Que cobrou bem e abriu o marcador.
Com 1 a 0 no primeiro tempo, era só esperar o Botafogo avançar e matar o jogo em algum contra-ataque. Mas a defesa falhou e Reinaldo, de cabeça empatou o jogo logo aos 2min da segunda etapa.
Não foi um susto muito grande porque Marcinho desempatou, com um golaço de falta. Foi então que o obscuro Arílson Bispo da Anunciação começou a aparecer. O juiz validou um gol feito com a mão por André Lima. E deu um pênalti inexistente para o Corinthians, que Dentinho, após tirar a bola da mão de Souza, converteu.
Novamente, tudo parecia definido, mas uma falta --também inexistente -- marcada a favor do Botafogo, resultou no terceiro e último empate do dia, após uma bela cobrança de Lucio Flavio. Bonita, mas se os braços de Julio César fossem maiores... O mesmo vale para Castillo, no gol de Marcinho.
Só então o Botafogo jogou para empatar. E conseguiu um ponto que pode ajudá-lo a escapar da segunda divisão. O Corinthians, que fez uma boa partida, tem a lamentar os gols pelo alto. Foram dois. E nem importa que um deles foi com a mão.
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