Sem modéstia, jogadores falam de vitória de campeão
Marcelo Cazavia
do Agora
Ao contrário do que normalmente acontece, o São Paulo trocou menos passes do que o adversário (229 contra 303), fez menos desarmes (141 a 151) e perdeu mais bolas (47 a 34). No entanto, foi mais eficiente nas conclusões a gol (8 a 3 em finalizações certas) e conseguiu um triunfo classificado pelos próprios atletas como "uma vitória de um grande campeão".
"Conversamos no vestiário depois da partida e falamos que fizemos um jogo de um grande campeão, de um grande time. E foi mesmo um jogo de um grande campeão. Com certeza, essa partida mexeu demais com o coração dos torcedores do São Paulo e com a nossa equipe. Foi emocionante, uma vitória heroica, porque tivemos dois jogadores expulsos. Com a confiança que ganhamos aqui, vamos embalar ainda mais", comentou o atacante Washington.
Com os três pontos conquistados em Recife, o Tricolor fecha o primeiro turno com os mesmos 33 do ano passado (aproveitamento de 57,8%).
Mas a situação atual é mais confortável. Em 2008, a distância para o líder Grêmio era de oito pontos. Hoje, só quatro pontos separam o São Paulo do Palmeiras, embora o Internacional tenha dois jogos a menos e possa assumir a ponta com seis pontos a mais em relação aos são-paulinos.
"Estamos na briga pelo título, claro, mas temos de manter esse embalo para encostar mais ainda no líder", afirmou Washington, que ficou bastante empolgado com a dedicação do time ontem. "O segundo tempo do Sport foi melhor. Não poderíamos ter recuado tanto, e as expulsões fizeram eles crescer. Mas soubemos administrar a partida e, pela luta, merecíamos a vitória", complementou.
Um dos que levaram vermelho foi Miranda, que saiu da Ilha revoltado. "No meu entender, a expulsão foi injusta. Mas, a partir do momento em que você toma o primeiro cartão do jeito que eu tomei [empurra-empurra na grande área antes de uma cobrança de falta], você espera tudo de um juiz e um bandeirinha desses", disparou.
Miranda fez boa partida, com 18 desarmes e apenas dois passes errados. No entanto, o destaque defensivo foi Richarlyson, com 22 desarmes. Os únicos que conseguiram roubar tantas bolas foram Andrade e Moacir, ambos do Sport. Moacir, porém, terminou o jogo como vilão.
Nos acréscimos, o camisa 22 rubro-negro perdeu a bola para Junior Cesar, que disparou da esquerda para a direita e cruzou para o gol de Hugo.
"O Juninho fez uma grande jogada. Está de parabéns", elogiou Washington, companheiro do ala desde 2008, no Fluminense.
Índice
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