Show!
01/09/2009

Paulo Barboza faz festa nos 50 anos de carreira

Thatiana Mendes
do Agora

No dia 7 de setembro de 1959, Paulo Barboza falou pela primeira vez em um microfone, na rádio Imperial de Petrópolis. Uma semana depois da estreia, na época com 14 anos, ganhou seu primeiro programa na emissora, o "Clube de Jovens". De lá para cá, não parou mais. Veio para São Paulo na década de 80 e trabalhou em várias rádios, entre elas Capital, Globo e Record, além de emissoras de televisão, como SBT e Record.

Na próxima segunda, ele comemora seus 50 anos de história (25 deles em São Paulo) como um dos principais comunicadores do país. A festa, que está sendo preparada há mais de um ano, reunirá profissionais de diferentes veículos de comunicação e mais de 50 artistas, entre eles sua amiga Fafá de Belém --que, conta, deu a ele o título de "O maior amor de São Paulo".

"Tenho a impressão de que será a única festa realizada com tantos artistas reunidos na mesma data. Talvez entre para o livro dos recordes, viu? Mas não quero tanto não [risos]", brinca Barboza.

O radialista diz que algumas pessoas ligaram para participar do encontro. "A Fafá de Belém me telefonou de Portugal e disse: 'Se fui eu que te batizei, acha que não vou à sua festa?'."

Entusiasmado com o evento, Barboza diz que tem pensado nisso 24 horas por dia e que está em contagem regressiva. "São poucos os comunicadores que chegam aos 50 anos de carreira sem parar de trabalhar. Imagine eu, aos 65 anos, podendo fazer uma festa dessas e apresentar um show emocionante."

Enquanto a festa rolar no ginásio Ibirapuera (a expectativa é que 10 mil pessoas compareçam), os ouvintes de Barboza poderão acompanhar tudo ao vivo, a partir das 8h, no programa "Paulo Barboza", da Record AM --emissora para a qual o radialista voltou neste ano e onde já havia trabalhado quatro vezes.

Apesar de estar na rede do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Barboza, católico praticante, diz ter liberdade para falar de sua religião. "Falo em Nossa Senhora. Também rezo o pai-nosso, falo de vários santos e tenho o quadro 'Carta da Fé'."

O início
O radialista, que começou em um período em que a maioria dos locutores tinha voz grave, detestava o próprio timbre, porque o achava estridente e, se não tivesse contado com o incentivo de amigos, como Flávio Cavalcanti, talvez tivesse desistido da profissão. Ele se lembra do início da carreira, quando procurou a rádio Imperial, uma pequena emissora de sua cidade, que depois seria comprada pela Globo. "Era um prédio velho, tinha uma escadaria de madeira. Subi na maior cara de pau, procurei o Santelmo Jorge e falei que queria trabalhar, sem saber que ele era o diretor."

Dois dias depois, aconteceu a estreia, no já citado dia 7 de setembro. Na ocasião, Barboza leu ao vivo o trecho de uma obra sobre a história do Brasil. "Eu tremia e gaguejava muito, devia estar uma porcaria aquilo. O diretor artístico da rádio não aprovou, mas Santelmo achou que eu levava jeito e me deu um programa aos sábados à tarde."

Com apenas 14 anos, Barboza já escrevia uma coluna para jovens no jornal "Tribuna de Petrópolis", a "Clube de Jovens", que virou o nome de seu primeiro programa. "Depois, ganhei uma atração no sábado à noite e comecei com o jornalismo, do qual sempre gostei."

Na década de 70, depois de uma temporada em Belo Horizonte (MG), voltou para o Rio e estreou na TV com a atração "É Lá que a Tupi Vai", com direção de José Messias. "A gente percorria o Rio inteirinho, e a cada semana mostrava um bairro diferente, ao vivo. Eu pesava 139 kg. Era o José Messias quem me levava para esses lugares, em um carro velho, e morria de medo de que eu quebrasse o seu carro por causa do meu peso", diverte-se. Ele fala com nostalgia sobre essa fase de sua carreira. "Foi uma fase muito boa. Dá saudade", recorda-se, orgulhoso.

Gafes no ar
Com tantos anos no dial, Barboza diz que coleciona algumas gafes, como trocar o nome de entrevistados ou mesmo dos colegas de equipe. E lembra um episódio que considera uma de suas maiores gafes, quando chamou Íris Lettieri (locutora) de Íris Bruzzi (a atriz), durante um show que os dois apresentariam juntos. "Entrei primeiro e a chamei. Na hora nem percebi o erro. Aí ela entrou e falou: 'É um prazer estar ao lado de Paulo Lopes [radialista]'. E eu disse: 'Não sou Paulo Lopes'. Ela respondeu: 'Também não sou Íris Bruzzi'."

No comando do programa que leva seu nome e é transmitido ao vivo, de segunda a sábado, das 8h às 12h, Barboza diz que até hoje fica apreensivo quando entra no ar. "Melhorei um pouco, mas ainda tremo. Se eu não ficar nervoso todos os dias, eu paro de trabalhar."

A atração, em quatro lugar no ranking geral e em terceiro no horário, tem as participações de Paulo Barboza Filho e Leão Lobo. Entre os quadros, estão o "Varinha Mágica", que realiza os sonhos dos ouvintes, e o "Bom Dia, Vovó", com notícias do dia.

Sobre o que ainda gostaria de realizar, o radialista, casado há 42 anos e pai de dois filhos, comenta: "Fiz tudo o que eu quis, já cantei, gravei disco... Só não narrei jogo de futebol, Deus me livre, eu ia fazer uma confusão danada". Agora o que ele quer mesmo é festejar e continuar dizendo "Eu te amo" aos seus ouvintes --ou amigos, como ele prefere chamar as pessoas que o ouvem no dial há tanto tempo.

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