Nas ruas
20/09/2010

Alckmin afirma que vai ampliar o 'bico oficial'

Camila Brandalise
do Agora

Se voltar a governar o Estado, o tucano Geraldo Alckmin (PSDB), 57 anos, promete tecnologia para aumentar a capacidade de investigação da polícia e reduzir a sensação de insegurança do paulista. Ele ainda diz que vai incentivar o 'bico oficial' dos PMs.

Agora - Seu plano de governo prevê ampliar as chamadas atividades delegadas. Como o senhor fará isso? Em quais cidades?
Geraldo Alckmin - Sim, porque a atividade delegada deu certo em São Paulo, em parceria com a prefeitura. O policial recebe R$ 1.000 a mais. A população ganha porque é mais polícia na rua fazendo prevenção. E nós pretendemos expandir isso para todo o Estado de São Paulo.

Agora - Em quais cidades?
Alckmin - Isso não está definido. Será onde houver necessidade.

Agora - Pagar policiais não é uma função do Estado? Por que passar isso para a prefeitura?
Alckmin - Eu acho que é uma parceria, porque o município tem um papel importante na segurança pública. Acho que quanto mais o Estado e as prefeituras estiverem integrados na questão da segurança, melhor.

Agora - Alguns índices de criminalidade, como homicídio, caíram em São Paulo. Em compensação outros aumentaram, como roubos na saída dos bancos. Como o senhor explica isso, e como fazer para combater esse quadro?
Alckmin - Essa é uma guerra em que você tem que vencer uma batalha todo dia. A cidade de São Paulo era a quinta entre as capitais em número de homicídios, hoje é a 26ª.

Agora - Mas mesmo assim o paulista continua se sentindo inseguro.
Alckmin - Claro, e nós reconhecemos isso. Então, o que nós vamos fazer: do lado da polícia militar, maior presença na rua, atividade delegada e aumento do efetivo policial, com condições de trabalho. Do outro lado, vamos aumentar o número de delegados, investigadores e melhorar a inteligência policial. Radiodigitalização: viaturas policiais com palm tops, com GPS, enfim, toda a tecnologia e muita investigação.

Agora - A implantação dessa tecnologia é viável financeiramente?
Alckmin - É viável. Já está sendo implantada radiodigitalização numa parte importante do Estado. Vamos é ampliar esse trabalho.

Agora - No seu plano de governo, o senhor disse que vai aumentar as bases comunitárias da polícia. O que isso vai mudar?
Alckmin - Vou dobrar o número de bases comunitárias da Polícia Militar, de 480 para 1.000, e trazer a polícia para mais perto da comunidade.

Agora - O senhor disse que vai contratar 6.000 policiais militares. Quando vai lançar o concurso?
Alckmin - Nós já temos uma parte dos concursos em andamento. Então, eu diria que, até maio do ano que vem, acho que dá para ter mais 2.500 policiais militares. E vamos aumentar o número de videoconferências para que o policial não tenha que fazer escolta.

Agora - E o salário dos policiais, vai aumentar?
Alckmin - Vai aumentar. Isso é uma coisa que você não tem como definir antes, mas, durante o governo, nós vamos valorizar o policial com salário e com condições de trabalho.

Agora - A oposição afirma que o senhor levou presídios para o interior mas não compensou as prefeituras. Como ficará essa situação?
Alckmin - Isso [a compensação] a gente já tem feito. Nós tiramos 17 mil presos de São Paulo. E nós tínhamos perto de 40 mil presos em cadeias. Hoje, são 8.000, que eu pretendo zerar em quatro anos, fazendo CDPs (Centros de Detenção Provisória).

Agora - O número de rebeliões na Fundação Casa tem aumentado novamente. Como o senhor vai controlar isso?
Alckmin - O trabalho que nós iniciamos e implementamos deu certo, com unidades. Os casos de rebe¬lião são raros, mas você pode ter. O trabalho de montar unidades menores e descen¬tralizadas em todo o Estado foi o correto, mas, quando há milhares de adolescentes com privação de liberdade, pode ocorrer problema.

Agora - O que vai ser feito para combater o tráfico de drogas e o crime organizado?
Alckmin - Primeiro, para o crime organizado, vamos aumentar a cultura da investigação policial. Segundo, no caso da droga, além da prisão dos traficantes, eu quero destacar o esforço que nós vamos fazer para ampliar bastante o número de vagas nos serviços próprios do governo de saúde mental para internar os dependentes químicos, e nos convênios com entidades que têm expertise nessa área. São duas ações, uma de enfrentamento do tráfico, que também precisa ser federal, porque a cocaína que entra pelas fronteiras, e a outra de tratamento.

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