Nas ruas
07/03/2010

Mulheres avançam em profissões masculinas

Folha de S.Paulo

Nos últimos 30 anos, as mulheres aumentaram sua presença em ocupações tradicionalmente masculinas. Mas o inverso não ocorreu e profissões consideradas majoritariamente femininas permanecem com um baixo percentual de homens atuantes.

A constatação é da pesquisadora Regina Madalozzo, do Insper, que comparou na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE) o percentual de mulheres em 21 ocupações entre os anos de 1978 e 2008.

No final da década de 70, menos de um quinto dos advogados e médicos eram mulheres. Hoje, elas são quase metade dos profissionais dessas áreas.

Algumas carreiras seguem altamente masculinas, mas, mesmo nelas, é possível identificar aumento da participação feminina. Entre engenheiros, por exemplo, a proporção foi de 5% para 11%. Entre os motoristas, o número de mulheres continua pequeno --o crescimento de 1978 a 2008 foi de 0,2% para 1,4%. Maria Aparecida Lemos, 40 anos, dirige ônibus há nove anos e afirma que, no começo, alguns passageiros faziam sinal para que ela parasse, mas não subiam.

Ela trabalha na mesma empresa que Maria Machado, 33 anos, que também notou reações estranhas. "No Carnaval passado, turistas pediram para tirar uma foto comigo ao me verem no volante."

Papéis trocados
Se elas demonstram vontade e capacidade de atuar em ocupações onde eram minoria, o mesmo não se deu com os homens em relação a áreas majoritariamente femininas.

Em 30 anos, houve pouca alteração nos percentuais masculinos de enfermeiros, professores, profissionais de creche ou costureiros.

"Embora ganhando menos que os homens nas mesmas ocupações, as mulheres estão entrando em áreas tradicionalmente masculinas. Eles, no entanto, não aceitam, ou não são bem aceitos, em profissões dadas como femininas", afirma Regina Madalozzo.

A desigualdade entre os salários de homens e mulheres diminuiu no Brasil nos últimos 30 anos, mas o diferencial é, quase sempre, favorável aos homens. Dados tabulados a partir da Pnad de 2008 mostram que, de um total de 61 ocupações analisadas, em apenas seis o rendimento das mulheres por hora de trabalho superava o de homens.

Mesmo em profissões em que a participação masculina é inferior a 20%, como o secretariado, o rendimento delas é, em média, menor.

Nas poucas áreas em que as mulheres têm rendimentos maiores, Regina Madalozzo explica que, frequentemente, isso ocorre porque o nível de escolaridade delas é superior ao dos homens na mesma profissão.

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