Nas ruas
06/08/2017

1 em cada 10 médicos deixa rede municipal em um ano

William Cardoso
do Agora

A rede municipal de saúde da capital perdeu 1 em cada 10 médicos (9,6%) no período de um ano. Entre os meses de junho de 2016 e 2017, deixaram o serviço público, sob responsabilidade da Prefeitura de São Paulo, 511 médicos (de 5.299 para 4.788).

Os números foram obtidos pelo Agora via Lei de Acesso à Informação.

Embora a capital tenha perdido médicos, cada vez mais paulistanos dependem do SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), 514.953 moradores da cidade abandonaram os planos de saúde de janeiro de 2015 até março deste ano.

Entre as 65 especialidades médicas sob a responsabilidade da gestão municipal, 39 perderam médicos. Serviços bastante requisitados, como pediatria e clínica médica, tiveram uma redução no quadro profissional ainda maior do que aquela registrada na média na capital. No período de um ano, foram embora da rede pública municipal 135 pediatras, uma redução de 14,6% (de 922 para 787).

Resposta
O secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, da gestão João Doria (PSDB), afirma que a prefeitura pretende contratar 647 médicos até novembro. "Tínhamos um concurso já feito, com 771 candidatos. Aprovados são 647, que estão sendo contratados agora, a partir do mês que vem", diz. Segundo o secretário, a pediatria deverá receber 108 médicos e o setor de urgência e emergência, 120. Ele diz que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) será o primeiro a receber novos profissionais.

Além das contratações até novembro, o secretário diz que já tem autorização para a buscar mais 1.090 médicos por meio de concurso. "Deve demorar uns 60 a 90 dias. Meu objetivo é que cada cidadão tenha um médico que possa chamar de seu", afirma.

A gestão Fernando Haddad (PT) diz que, logo após ter assumido a prefeitura, fez um levantamento e constatou que, de fato, não havia os 6.353 médicos estimados na rede. "Ainda no primeiro ano de gestão foi elaborado um concurso e foi reestudada a carreira médica municipal, com aumento de salários, etc. Nem assim, a gestão conseguiu preencher os cargos vagos", diz, em nota.

A prefeitura diz que Marileide Cavalcante da Silva já está sendo acompanhada por ortopedista na Rede Hora Certa Freguesia do Ó, tendo passado por consultas em 5 de julho e 1º de dezembro de 2016 e realizado ressonância magnética de coluna lombar em 3 de março. "Em 28 de março de 2017, faltou em consulta na UBS, tendo sido reagendada para 20 de abril, quando passou por nova avaliação –e agora com retorno para o dia 14", diz. Sobre Adriana Gomes da Silva, a UBS Vila Natal agendou consulta de reavaliação esta segunda-feira.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora neste domingo, 6 de agosto, nas bancas

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