Mundo
14/06/2012

Países emergentes querem fundo verde de R$ 62 bilhões

Folha de S.Paulo

Rio - As negociações da Rio +20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, começaram oficialmente ontem, com uma proposta dos países em desenvolvimento para a criação de um fundo de R$ 62 bilhões por ano para o desenvolvimento sustentável, a ser implementado a partir do ano que vem.

A proposta foi elaborada pelo G-77, o bloco que reúne 130 países pobres e emergentes, entre eles o Brasil.

Foi incluída no texto base da conferência, "O Futuro que Queremos", na última rodada de negociações no começo do mês em Nova York.

Promete ser um dos debates mais acalorados da conferência Rio+20.

Segundo o texto, o dinheiro seria providenciado pelos países desenvolvidos e precisa ser "novo e adicional", ou seja, não deveria vir de verbas remanejadas de programas já existentes.

"A proposta tem grande respaldo no grupo e faz parte da negociação conduzida", confirmou o negociador-chefe do Brasil, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo.

Segundo ele, a discussão sobre o financiamento é crucial, especialmente quando os países doadores, afetados pela crise econômica, "se retraem quanto a compromissos assumidos no passado e têm dificuldades de projetá-los no futuro".

Ontem, em seu primeiro discurso na Rio+20, a presidente Dilma Rousseff tocou no assunto dinheiro, sugerindo que a crise não deve servir de desculpa para um retrocesso ambiental.

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