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"O Cortiço", de Aluísio Azevedo, é um marco do naturalismo
Ana Paula Branco
do Agora
Nesta semana, a série do Agora sobre os livros obrigatórios para os vestibulares da Fuvest e da Unicamp, desenvolvida em parceria com o Cursinho da Poli, traz "O Cortiço", de Aluísio Azevedo.
Publicada em 1890, a obra é considerada a mais importante do naturalismo brasileiro e tem como tema a ambição e a exploração do homem pelo próprio homem.
Inspirado por livros científicos e de ficção de autores europeus, o mulato e militante da igualdade étnica Aluísio expressa em sua obra o inconformismo com a sociedade de seu tempo.
O próprio cortiço, onde a história é ambientada, é um personagem.
Ele traz de um lado João Romão, proprietário do cortiço e personagem principal, que representa o capitalista selvagem e explorador e, do outro lado, a "gentalha", caracterizada como um conjunto de animais movidos pelo instinto e pela fome.
"Deve-se ficar atento aos estereótipos, como Bertoleza, a escrava fugida, Rita Baiana, a mulata, Jerônimo, o português que se apaixona por Rita, e Pombinha, que pretende se libertar do cortiço pelo casamento", diz o professor Roberto Juliano.
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