Brasil
09/11/2018

Deputados do Rio são presos por suspeita de mensalinho

Italo Nogueira
Folha de S.Paulo

A Polícia Federal prendeu ontem na Operação Furna da Onça sete deputados estaduais da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) envolvidos no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que está preso.

Outro três deputados afastados e presos na Operação Cadeia Velha no ano passado –Jorge Picciani, Paulo Mello e Edson Albertassi, todos do MDB– foram alvo de novos mandados de prisão preventiva.

Também foram detidos temporariamente um secretário da atual gestão Luiz Fernando Pezão (MDB) e um deputado federal eleito este ano pelo MDB.

Sete deputados estaduais são alvo pela primeira vez das investigações. São eles: André Corrêa (DEM), Marcos Abrahão (Avante), Neskau (PTB), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC), todos reeleitos este ano, além de coronel Jairo (Solidariedade) e Marcelo Simão (PP), que não conseguiram renovar seus mandatos.

Resposta

Os deputados estaduais do Rio de Janeiro presos ontem pela Polícia Federal negaram envolvimento no "mensalinho" apontado pelo Ministério Público Federal.

André Corrêa afirmou, ao chegar na sede da PF no estado, que confia "na Justiça do meu país, na Justiça do meu estado, e, sobretudo, na justiça divina".

"Estou tão tranquilo que nem advogado tenho", afirmou ele, que disse manter sua pré-candidatura à presidência da Assembleia para o ano que vem. O parlamentar também agradeceu ao apoio de 47 colegas para a sua candidatura ao cargo."

Chiquinho da Mangueira, por meio de sua assessoria, declarou que todas as acusações "são infundadas e totalmente inverídicas".

Segundo o advogado Pablo Andrade, da equipe jurídica do deputado, a medida foi completamente "desarrazoada e ficará demonstrado que não houve qualquer ato ilícito praticado pelo deputado".

O advogado Fernando Fernandes, que representa Vinicius Farah (MDB), que presidiu o Detran e foi eleito deputado federal, e que também é investigado, e o Leonardo Jacob, atual presidente do órgão público, afirmou que a prisão de ambos "ocorreu sem fundamento, em razão da proibição da condução coercitiva e por completo equívoco".

A assessoria do deputado federal eleito disse que Farah "confia na Justiça e afirma que a situação será devidamente elucidada".

As defesas de Marcos Abrahão, Luiz Martins, coronel Jairo e Marcelo Simão não comentaram o caso.

  • Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora, nesta sexta, 9 de novembro, nas bancas

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